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Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor maduro, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É dormir de conchinha. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. E saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
— Clarissa Corrêa  (via forcejar)

1 month ago1,997 notes
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1 month ago136 notes
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Pode até ser um paradoxo, mas existem coisas que de tão belas, chegam a me doer. Uma música, um texto, ou poesias que enlaçam meu coração com uma dor fininha e tranquila. Observar alguém que amo. Olhar o quão bela é a alma dessa pessoa e sentir a dor só de pensar em perdê-la. Um pôr-do-sol visto de corpo e alma é capaz de despertar em mim uma dor nem sei porquê. Uma noite de lua cheia, que traz à tona a minha constante solidão. Dói. Mas é bonito, acima de qualquer coisa. Está aí algo que me faz refletir. Existem belezas doídas, mas também estamos rodeados por dores belíssimas. A dor de um adeus, por exemplo. É embalada por sofrimento e molhada por lágrimas, mas bonita aos olhos de quem sente demais. Bonita por mostrar que existem os mais variados sentimentos dentro de nós. Bonita por mostrar que sabemos amar.
Mariana Andrade  (via forcejar)

1 month ago306 notes
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Da mesma forma que uma flor insiste em não brotar, que uma chuva que cai em hora errada ou que um trem que partiu sem deixar um casalzinho apaixonado se despedir, me sinto ingrata por essas minhas tristezas que julgo enormes. Ora essa, já cansei de saber que estou bem longe de ser dona da maior dor do mundo… E pra falar a verdade, nem sei se uma dor concreta eu possuo. Mas tem dia que dói e parece que cheguei ao fundo do poço. Ingratidão essa que tem muito me ensinado. Em meio a choros descontrolados me vi percebendo que isso não tem porquê. Me senti um alguém que foi preso injustamente e aos poucos está saindo da prisão. E é isso que vou fazer de hoje em diante, sair dessa prisão que eu mesma construí.
— Mariana Andrade   (via forcejar)

1 month ago293 notes
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O que fazer quando você não se sente confortável no corpo em que habita? Fiz-me essa pergunta nas últimas duas noites em que decidi parar de tomar aqueles remédios ridículos que me faziam dormir. Ou talvez o ridículo seja eu.. quem sabe? Mas parece que você me agarrou e sacudiu com muita força. Balançou, balançou e balançou, até que me desajustei dessa carcaça. Não me sinto bem aqui dentro, me aninho diversas vezes, chega a irritar, mas não acho posição agradável no meu corpo. O cigarro não tem mais o mesmo gosto, a fumaça entrando pela garganta acaba batendo nos meus olhos.. sabe-se lá, Javé, como. As palavras que vomito agora saem por outros buracos, então, por isso, me desculpe o mau cheiro deste textículo. As poesias me fugiram.. algumas param no meio da fuga pra soltar um risinho irônico. Olha que paspalhão! E eu deitado na cama não consigo enxergar aquele ponto na parede que marcara, sem a menor intenção, pra enfrentar as noites de insônia. Não sei pra onde ele foi, ou é minha vista que está no local errado.. eu estou todo errado. Estou vazando pelos poros. É horrível ter de abrir algumas fendas pra tentar sair. Os cortes soltam mais sangue do que eu e continuo aqui dentro. Inerte, apertado e desconfortável. Quero sair, mas pra onde vou depois daqui? Chega até a ser chato, viver resmungando no meu próprio ouvido. Tá ruim aqui dentro… Tô com fome… Dá pra parar de fumar? Fica ruim pra mim!… De beber também, tá um cheiro não muito agradável, obrigado. Mas quem disse que eu me escuto? Ninguém escuta.. É tão apertado que as palavras saem distorcidas e alteradas. É tão imundo, preciso sair, o espaço vai diminuindo… Arg. Não consigo me mexer!
— Bruno Simão  (via forcejar)

1 month ago151 notes
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Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.
— Ana Jácomo.  (via re-can-to)

1 month ago2,320 notes
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1 month ago57,861 notes
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1 month ago6,076 notes
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1 month ago852 notes
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Calma. É só se manter longe. Longe, bem longe. Que longe nada afeta. Ou quase nada.
— Caio Fernando Abreu.  (via so-a-dois)

1 month ago520 notes
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